Dois tiros certeiros fizeram o dia, a última presa estrebuchava no chão e o caçador já tinha aquela satisfação vazia, ou seja, hora de ir para casa
Ergh… hora de ir para casa!! … Pá, onde é que se meteu o ponto final?
- aqui, aqui… desculpe, longe de mim questionar a orientação da história, mas ‘tava a pensar se isto deveria terminar assim… quer dizer, podia chegar uma equipa de reanimação, nesse caso ficaria: “hora de ir para casa…”. É desnecessário fechar o episódio.
+ isto passa-se na floresta Sr. Ponto. O inem não chega lá. Acabe já com isto que eu não lhe pago horas extraordinárias pelas reticências.
- e se for uma vírgula? O caçador pode ter ainda alguma coisa a dizer sobre aquele animal. Afinal, a descrição da caça foi tão empolgante, dava para se sentir uma ligação especial, e
+ Ele mandou-lhe um tiro! Chumbo. Se houvesse alguma vírgula seria para dizer que o caçador estava agora na dúvida se comia peixe ou carne ao jantar.
- E acaba assim, então?
+ Ehhh. No lugar do cadáver pode surgir um jardim. Que tal?
- Pronto.
+ E o ponto? É que o jardim já é outra história. Primeiro… já sabe Sr…
- Ponto final, parágrafo, já sei, já sei.
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